O Procon-SP anunciou nesta quinta-feira, 17/7, que notificou o Rappi e o Uber por conta do caso do entregador Thiago de Jesus Dias, que faleceu na última semana em São Paulo após passar mal e sofrer um AVC ao fazer uma entrega para o aplicativo de delivery de comida. As empresas têm 72 horas para responder à fundação.

Segundo o Procon-SP, o Rappi deverá fornecer as seguintes informações: “como assegura o funcionamento dos serviços de entrega; em quais condições são feitas as entregas (tempo de retirada e de entrega); como se dá a política de remuneração dos entregadores (bônus, premiação, etc); se existem exames prévios de saúde para o início das atividades como entregador; qual a carga horária de trabalho (por jornada ou por número de entregas); como se dá o cumprimento das normas trabalhistas e administrativas”.

A empresa também deverá informar “quais os dados do entregador que morreu, por qual motivo não determinou providências urgentes para socorrê-lo; quais as medidas concretas que adotou e se existe protocolo da empresa para esse tipo de situação; e se haverá adoção de novas providências para evitar possíveis danos sofridos por seus entregadores e consumidores envolvidos em situações como a ocorrida”.

Vale notar que o Rappi anunciou na última semana que está desenvolvendo um botão de emergência no aplicativo dos entregadores para “evitar que casos como esse aconteçam novamente”. Segundo a companhia, o recurso permitirá que os profissionais acionem diretamente o seu serviço de suporte telefônico.

Uber
Já o Uber terá de identificar o motorista que determinou a retirada da vítima já em estado de iminente perigo do seu veículo; se o motorista informou a empresa sobre o caso; e também apontar quais as providências foram adotadas contra o motorista.

Além disso, aponta o Procon, o Uber também terá de esclarecer “se os motoristas do aplicativo recebem treinamento prévio para esse tipo de situação; se existe algum protocolo da empresa para atendimento de emergência médica ou de passageiros em perigo iminente de morte; se há determinação prévia de reportar a negativa de uma viagem e quais os critérios para recusar viagem ou passageiro; se diante do lamentável ocorrido, haverá novas providências para orientar e mitigar eventuais danos em situações similares”.

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Author: Luiz Mazetto

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