TON – Uma “nova internet” descentralizada e de todos

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A internet de hoje é em teoria descentralizada mas na prática bastante centralizada, pois é “gerenciada” por apenas algumas empresas, do Facebook à Amazon, da Google ao Twitter.

Em outras palavras, os produtos e serviços dessas empresas satisfazem as nossas principais necessidades humanas, permitindo-nos encontrar a informação que procuramos, receber notícias, manter o contato com os amigos e familiares ou simplesmente compartilhar arquivos. Podemos viver nesse “ecossistema”, com certeza não precisamos de mais, e mesmo os usuários iniciantes percebem como essas plataformas funcionam, são intuitivas e de fácil aprendizagem.

Se a centralização da internet a torna descomplicada em termos de tecnologia, ao mesmo tempo cria monopólios que são controlados por grandes empresas e não pelas pessoas. As consequências disso são sentidas quando essas empresas mudam as regras para, acima de tudo, proteger os seus próprios negócios. É neste contexto que surge o Telegram e a sua proposta de descentralização, a Telegram Open Network (TON).

A Telegram Open Network será desenvolvida até 2021, ano em que deverá mudar de nome para The Open Network (mantendo-se a sigla TON) e passar a ser gerido pela TON Foundation, uma organização sem fins lucrativos. Até lá, há um longo caminho pela frente e a necessidade um processo cuidadoso, com um roadmap que prevê a venda dos primeiros tokens da criptomoeda que servirá de base à TON (os Grams) ainda em 2018.

Criado em 2013, o Telegram nasceu para preservar a liberdade de expressão online, oferecendo um serviço de chat encriptado. O projeto foi sempre mantido sem fins lucrativos, uma promessa validada pelo domínio .org e possível graças à doação dos irmãos milionários Durov. Em Outubro de 2017, O telegram tinha 170 milhões de usuários mensalmente ativos e por ela passavam 70 mil milhões de mensagens por dia. No início de 2018, o Telegram chegou aos 200 milhões de usuários mensalmente ativos, uma verdadeira massa crítica que poderá contribuir para o sucesso da futura TON, até porque, segundo dados do Tokenmarket, 84% dos projetos baseados em blockchain têm uma comunidade ativa no Telegram.

Nikolai Durov (matemático e programador russo, começou a resolver equações cúbicas aos 8 anos e a programar aos 13, já concluiu dois doutorados e ganhou diversos prêmios) e seu irmão Pavel Durov (o “Mark Zuckerberg inverso”) são gênios libertários, com atitude e coragem extremas. As suas criações suportam-se em protocolos por si inventados, muitas vezes, sem procurar a aceitação da comunidade internacional. Sim, sou fã desses gênios.

Para finalizar, uma pergunta: o tão “famoso”, “popular”, whatsapp tentará copiar isso?

Tudo bem, eu sei, foi uma piada horrível…

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